Há 4 anos que peregrino 3 dos 4 dias do Festival MED.
Porquê?
Porque MED é mais que música.
Pelo recato intimista do espaço onde decorre a FESTA.
Porque não tenho que ouvir o TOP+ e quejandos.
Porque a loucura está no que se ouve e sente.
Porque a alma agradece.
Porque dentro daquele espaço não entram pessoas feias (não é que alguém as impeça mas OPTAM por não aparecer).
Este ano tudo voltou a acontecer.
Mais bravos lusitanos, que se querem confundir com "camones". Porque recusam a lingua portuguesa nas palavras dos sons fantásticos? Destaco Márcia pela coragem de SÓ cantar em português.
O caldeirão de culturas transbordou de sensações. Ritmos frenéticos, zen, cool, sensuais, étnicos... Todos eles sem atropelos, intercalando-se.
Seun Kuti & Egypt 80 encheu a noite de 23, com o seu 100% africanbeat, repleto de mensagens de intervenção.
DakhaBrakha baralhou e tornou a dar o "caos étnico" à meia-noite de dia 24.
Balkan Brass Battle mostrou a inovação dos sons "kusturica" da Sérvia para logo a seguir se acalmar o espírito com o SENHOR Mulatu Astatke, na noite do shuif, shuif da despedida.
Os programadores do festival continuam de parabéns pelas escolhas e pela garra com que continuam a desentoxicar-nos do monótono panorama global de sons.
Até mais daqui a bocadito.
Gato Aurélio
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