quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Feira Medieval de Silves








A convite do gabinete da presidência da  Câmara Municipal de Silves juntamo-nos à comitiva de jornalistas e outros numa visita à anual Feira Medieval de Silves. Depois de nos disfarçarmos com trajes sugestivos descemos ao improvisado recinto do torneio onde se disputava árduamente a ideia da terra plana ou redonda entre árabes e moçarabes. A pleia foi apoiada por cada lado das bancadas em acesa oposição.
Subimos ao jantar em frente à autarquia com a noite a cair e o ambiente feéricamente a subir de acção. Tinhamos ouvido dizer que o chef Chakal estava por lá no jantar mas logo que me cruzei com ele em sentido contrário percebi que não devia ser verdade. E não era efectivamente. O chef tinha lá a banca dele, ali era comida tradicional: entradas de polvo e cenoura cozida, azeitonas, sangria e sumos. Sopa de legumes, um cozido de grão com carne e no fim umas febras na fataça. Bom, mas com pouca distinção de uma comida de cantina. O Chakal teria sido boa ideia. A animação na zona também foi reduzida a um grupo com tambores e gaita de foles, podia ter havido mais diferentes, eram os jornalistas cheios de camaras que ali estavam. Seguiu-se a fruta e fotografias com a comitiva e os premiados produtores do concelho. Depois havia qualquer coisa no castelo a que não chegamos a tempo. Este ano falou-se de crise claro, mas uma multidão encheu aquelas ruas e novas propostas apareceram como por exemplo os magnificos e bem apresentados crepes.
No fundo toda a gente ganha com esta romaria. Uma ideia que deve estar sempre presente é cada vez mais haver pessoas da terra a ter um papel activo na animação. Seja na música, nas lojas, nas diferentes actividades. Um dia o dinheiro falta (já se tende para isso) e não se poderá encomendar as vedetas e os profissionais. Será tempo de mostrar serviço, o que se aprendeu, o que se pode dar de genuíno vindo de dentro dos próprios habitantes. A cidade merece esta Feira Medieval, fica ainda mais bonita, fica encantadora.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Canela & Hortelã

Espaço concertado  de critica e divulgação de espetáculos.

http://canelaehortela.com/

Human League em Portimão








Seguindo impulsos da nossa juventude perdida, tempo feliz onde entregamos o corpo à dança, ficamos entusiasmados com o concerto dos Human League, mítica banda do pop electrónico dos anos 80 que ia estar ali bem perto na Praia da Rocha e no badalado espaço Meo Spot Summer Sessions.
Comecemos pelo espaço. Este apetrecho anos a fio plantado por baixo do magnífico e maltratado Forte de Santa Catarina, foi inventado para trazer à, sedenta de protagonismo, cidade de Portimão a nata do jet-set parolo das televisões e revistas cor-de-rosa. Gastou-se umas massas valentes e na verdade a coisa pegou. Quando faliu a parceria e como o “show must go on” logo se adaptou o espaço a uma empresa formada a partir da Escola Hoteleira cá do burgo. Sucesso? Não sei. Este ano (tremendo para as contas de qualquer entidade) concerteza com a prata da casa e o alto patrocínio dos amigos da Meo lá se montaram os artefactos. Renovou-se os autocolantes e as fatiotas, foram-se buscar as plantas, o sistema de som e luz, mais uma coisa ali e outra acolá (o resto já existia em armazém), e siga para atacar o verão com pompa e circunstância. O local é amplo, com postos de consumo de bebidas, esplanada com restauração, camas exóticas, areia e uns traiçoeiros estrados sempre prontos a fazer tropeçar os mais incautos. Há um cartão para consumo minimo. A cerveja Heineken servida em garrafa de metal é 5€ e por aí fora.  Sob o inspirador brilho do ouro falso, onde não falta, na entrada do passadiço que leva à “Meca do famoso”, um Porsche Carrera logo a seguir a um buraco, toda uma romaria de gente é esperada para curtir as diferentes propostas deste estio de Troika.
Quanto à estreia da banda de Phil Oakey, Joanne Catherall e Susan Ann Sulley, por terras algarvias penso que deram um bom concerto, com bom som e dinâmica de palco, talvez para cerca de 400 pessoas (na maioria estrangeiros) participativas e que dançavam descontraidas no embalo destes sonhos eléctricos numa noite espectacular. Finalizaram com o êxito “Don’t you want me?” e logo no imediato abre a pista de dança que ávidamente se compõe. Tristezas não pagam dívidas.
De regresso ao também tradicional parque improvisado da Praia da Rocha, agora inflacionado em 2€, fomos tentados em comer uma bifana na mega roulotte do simpático ogre do norte...