sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Time out Portimão







Já não saía à noite faz tempo. Mas desta vez andava com uma ideia peregrina de fazer um set de DJ com vinil muito antigo (tipo anos 50 e tal). Um amigo cá do 123 tem uma colecçãozinha de uns quantos discos que trouxe de França dos tempos em que andava embarcado. Tinha também no armazém uma aparelhagem compacta com gira discos e prontificou-se a emprestar as peças para uma experiência. O Unicórnio cedeu à proposta, combinou-se à quinta-feira e montei o estaminé. As incríveis patelas mostraram-se frescas e em forma apesar da óbvia fritura. É só música ambiente mas como é no escuro (muitos é a primeira vez) acarreta algum risco. No geral correu bem, as pessoas divertem-se com estas musiquetas e apresentação inusual, inclusive o anfitrião. Bom, mas da comida do Unicórnio já vocês sabem que é boa e o serviço requintado. Não sabem no entanto que a noite se prolonga um pouco mais acima no Bar do Quim, baixista angolano que toca com meio mundo no Algarve. Recuperou um velho bar e deu-lhe um toque pessoal e principalmente alma. Ora bem ele e a esposa têm lá uns petiscos de truz à espera da malta. Só provei os picos e fiquei cliente. Palavra puxa palavra e já ficou alinhavada uma Moamba. Haja felicidade e o Quim que fazia anos fez questão de a transmitir. Aí mwangolé!

KO

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Feira Medieval de Silves








A convite do gabinete da presidência da  Câmara Municipal de Silves juntamo-nos à comitiva de jornalistas e outros numa visita à anual Feira Medieval de Silves. Depois de nos disfarçarmos com trajes sugestivos descemos ao improvisado recinto do torneio onde se disputava árduamente a ideia da terra plana ou redonda entre árabes e moçarabes. A pleia foi apoiada por cada lado das bancadas em acesa oposição.
Subimos ao jantar em frente à autarquia com a noite a cair e o ambiente feéricamente a subir de acção. Tinhamos ouvido dizer que o chef Chakal estava por lá no jantar mas logo que me cruzei com ele em sentido contrário percebi que não devia ser verdade. E não era efectivamente. O chef tinha lá a banca dele, ali era comida tradicional: entradas de polvo e cenoura cozida, azeitonas, sangria e sumos. Sopa de legumes, um cozido de grão com carne e no fim umas febras na fataça. Bom, mas com pouca distinção de uma comida de cantina. O Chakal teria sido boa ideia. A animação na zona também foi reduzida a um grupo com tambores e gaita de foles, podia ter havido mais diferentes, eram os jornalistas cheios de camaras que ali estavam. Seguiu-se a fruta e fotografias com a comitiva e os premiados produtores do concelho. Depois havia qualquer coisa no castelo a que não chegamos a tempo. Este ano falou-se de crise claro, mas uma multidão encheu aquelas ruas e novas propostas apareceram como por exemplo os magnificos e bem apresentados crepes.
No fundo toda a gente ganha com esta romaria. Uma ideia que deve estar sempre presente é cada vez mais haver pessoas da terra a ter um papel activo na animação. Seja na música, nas lojas, nas diferentes actividades. Um dia o dinheiro falta (já se tende para isso) e não se poderá encomendar as vedetas e os profissionais. Será tempo de mostrar serviço, o que se aprendeu, o que se pode dar de genuíno vindo de dentro dos próprios habitantes. A cidade merece esta Feira Medieval, fica ainda mais bonita, fica encantadora.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Canela & Hortelã

Espaço concertado  de critica e divulgação de espetáculos.

http://canelaehortela.com/

Human League em Portimão








Seguindo impulsos da nossa juventude perdida, tempo feliz onde entregamos o corpo à dança, ficamos entusiasmados com o concerto dos Human League, mítica banda do pop electrónico dos anos 80 que ia estar ali bem perto na Praia da Rocha e no badalado espaço Meo Spot Summer Sessions.
Comecemos pelo espaço. Este apetrecho anos a fio plantado por baixo do magnífico e maltratado Forte de Santa Catarina, foi inventado para trazer à, sedenta de protagonismo, cidade de Portimão a nata do jet-set parolo das televisões e revistas cor-de-rosa. Gastou-se umas massas valentes e na verdade a coisa pegou. Quando faliu a parceria e como o “show must go on” logo se adaptou o espaço a uma empresa formada a partir da Escola Hoteleira cá do burgo. Sucesso? Não sei. Este ano (tremendo para as contas de qualquer entidade) concerteza com a prata da casa e o alto patrocínio dos amigos da Meo lá se montaram os artefactos. Renovou-se os autocolantes e as fatiotas, foram-se buscar as plantas, o sistema de som e luz, mais uma coisa ali e outra acolá (o resto já existia em armazém), e siga para atacar o verão com pompa e circunstância. O local é amplo, com postos de consumo de bebidas, esplanada com restauração, camas exóticas, areia e uns traiçoeiros estrados sempre prontos a fazer tropeçar os mais incautos. Há um cartão para consumo minimo. A cerveja Heineken servida em garrafa de metal é 5€ e por aí fora.  Sob o inspirador brilho do ouro falso, onde não falta, na entrada do passadiço que leva à “Meca do famoso”, um Porsche Carrera logo a seguir a um buraco, toda uma romaria de gente é esperada para curtir as diferentes propostas deste estio de Troika.
Quanto à estreia da banda de Phil Oakey, Joanne Catherall e Susan Ann Sulley, por terras algarvias penso que deram um bom concerto, com bom som e dinâmica de palco, talvez para cerca de 400 pessoas (na maioria estrangeiros) participativas e que dançavam descontraidas no embalo destes sonhos eléctricos numa noite espectacular. Finalizaram com o êxito “Don’t you want me?” e logo no imediato abre a pista de dança que ávidamente se compõe. Tristezas não pagam dívidas.
De regresso ao também tradicional parque improvisado da Praia da Rocha, agora inflacionado em 2€, fomos tentados em comer uma bifana na mega roulotte do simpático ogre do norte...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Maria João - Escurinha

Allgarve trouxe Ivan Lins a Albufeira

O programa Allgarve continua a trazer ao Algarve grandes nomes da música internacional e a dinamizar a cena cultural da região. O Algarve123 acompanhou o concerto de um dos artistas brasileiros mais conceituados do mundo, Ivan Lins, que esteve no Grand Real Santa Eulália, em Albufeira, no passado dia 16 de Julho, para um concerto ao ar livre, onde apresentou o seu último trabalho discográfico «Intimate». Apesar do frio e do vento um pouco desagrável, a noite foi animada, e o evento teve casa cheia. Desde o Jazz ao Bossa Nova, Ivan Lins e os músicos que o acompanhavam, souberam aquecer os corações do público, recordando também alguns clássicos da música brasileira como «Lembra de Mim» e «Começar de Novo». Foi mais um momento inesquecível de entretenimento e descontração... que valeu a pena. Na sexta-feira, 22 de Julho, segue-se um concerto dos Morcheeba, que regressam a Portugal e vão passar pelo Centro de Congressos do Arade, em Lagoa, pelas 22h00.

Igor Duarte

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Up the Irons!

http://thefifthceiling.blogspot.com/2011/07/concerto-dos-iron-maiden-em-faro-minha.html

Andamos à pesca com a rede homologada e o que se pode dizer é que o mar está escasso. Anúncios aos eventos lá vai havendo, mesmo assim alguns é bem dificil arranjar material (fotografias, cartazes, etc.), mas critica, opinião sobre o que aconteceu? népia ou quase népia. Talvez seja tudo magnifico, talvez não interesse ao Menino Jesus. Pode ser que apareça mais qualquer coisa por aqui. Agradece-se a atenção.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

London Gospel Choir




Allgarve – London Community Gospel Choir no Castelo de Silves

Temos aproveitado os convites feitos à imprensa para  poder espreitar alguns dos eventos deste ano integrados na iniciativa Allgarve ’11.
Desta feita uma noite desagradável com vento fresco plantou-se no fantástico palco do Castelo de Silves fielmente guardado pela imponente estátua de D. Sancho I. Estava quase completa a moldura humana mas um atraso de perto de quarenta minutos acrescido da ventania desesperou um pouco a audiência. Chegados os músicos tudo mudou. Aliado a um bom som e à esfusiante prestação do conjunto liderado pelo reverendo Bazil Meade o ambiente aqueceu e as pessoas aderiram ao apelo deste groove evangélico batendo palmas, dançando e cantando em louvor ao amor, a Cristo e a Deus, numa comunhão inusitada onde novos e mais velhos, beautiful e common people participaram com vontade e descontração.
E por lá desfilaram uma série de canções gospel com sotaque da Jamaica, onde pontuaram também sons do mestre Bob Marley: “One love, one heart, let’s get together and feel alright...” - foi uma espécie de mote.
Definitivamente uma música para em tempos dificeis levantarmos a alma em uníssono  em busca de uma nova alegria e inspiração. Bem hajam!


Karlown

sexta-feira, 8 de julho de 2011

OMAR HAKIM E RACHEL Z "THE TRIO OF OZ" - FESTIVAL JAZZ DE LAGOA



Na noite de 1 de Julho teve início mais uma edição do Lagoa Jazz Festival, no Sítio das Fontes, em Lagoa.
O espectáculo de abertura do festival foi da responsabilidade da iniciativa “Allgarve” e contou com a presença do baterista Omar Hakim e do seu ”The Trio of Oz”, de que fazem parte Rachel Z (piano) e Solomon  Dorsey (contrabaixo).
Além de alguns clássicos do jazz, Hakim apresentou reinterpretações surpreendentes de composições de artistas da música rock e pop, como Sting, Coldplay, The Killers e Depeche Mode, revelando as influências do seu percurso como baterista de artistas como Madonna, Sting e David Bowie.
Depois do concerto, aqueles que quiseram prolongar um pouco mais a noite puderam assistir à actuação de DJs no magnífico espaço lounge à beira das piscinas naturais.
O recinto provou uma vez mais ser um local excepcional para a realização deste género de eventos, devido à sua beleza natural e às dimensões do anfiteatro, que transmitem aos espectáculos um ambiente intimista, apenas perturbado pela presença obstinada de grandes hordas de mosquitos. Os mais atormentados não devem esquecer o repelente.
Claudia B.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Elogio ao MED

Há 4 anos que peregrino 3 dos 4 dias do Festival MED.
Porquê?
Porque MED é mais que música.
Pelo recato intimista do espaço onde decorre a FESTA.
Porque não tenho que ouvir o TOP+ e quejandos.
Porque a loucura está no que se ouve e sente.
Porque a alma agradece.
Porque dentro daquele espaço não entram pessoas feias (não é que alguém as impeça mas OPTAM por não aparecer).
Este ano tudo voltou a acontecer.
Mais bravos lusitanos, que se querem confundir com "camones". Porque recusam a lingua portuguesa nas palavras dos sons fantásticos? Destaco Márcia pela coragem de SÓ cantar em português.
O caldeirão de culturas transbordou de sensações. Ritmos frenéticos, zen, cool, sensuais, étnicos... Todos eles sem atropelos, intercalando-se.
Seun Kuti & Egypt 80 encheu a noite de 23, com o seu 100% africanbeat, repleto de mensagens de intervenção.
DakhaBrakha baralhou e tornou a dar o "caos étnico" à meia-noite de dia 24.
Balkan Brass Battle mostrou a inovação dos sons "kusturica" da Sérvia para logo a seguir se acalmar o espírito com o SENHOR Mulatu Astatke, na noite do shuif, shuif da despedida.
Os programadores do festival continuam de parabéns pelas escolhas e pela garra com que continuam a desentoxicar-nos do monótono panorama global de sons.
Até mais daqui a bocadito.
Gato Aurélio


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lamb no CC Arade




O polémico projecto  Allgarve tem apesar de tudo feito chegar à região novos conceitos de espectáculo e animação, tem igualmente procurado dinamizar vários espaços dentro das infraestruras existentes e também tem tido a preocupação de pontuar acções no maior número de locais no Algarve. Sendo que o consumo de cultura é elitista deve ser louvado o esforço de levantar a fasquia a nível da oferta de eventos mas mantendo a abertura de espírito e a vontade inclusiva. Sobreviverá esta pouco consensual proposta em tempos de troika e governo novo?
Fomos ao concerto dos Lamb no Centro de Congressos do Arade em Lagoa. Um espaço com todas as condições, bem organizado, com uma sala de concertos impecável (creio que a melhor da zona). Foi um grande concerto com direito a simpatia e empatia  a rodos, dois encores e um som que abanou a casa. Nitidamente felizes por voltarem ao activo e certamente por causa da tarde de descontração algarvia isso reflectiu-se na atitude dos músicos que descalços proporcionaram aos cerca de 900 espectadores, na maioria fans da banda de Louise Rhodes e Andy Barlow, um concerto memorável. A ideia que fica é que estes acontecimentos precisam de mais gente. Por isso porque esperam? Saiam, participem, alguns até são à borla. Temos que ser positivos e porque não também modernos?

Karlown

My girl - Rolling Stones

Rolling Stones - Little Red Rooster (1965)

Rolling Stones - The Last Time (1965)